segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Aveiro

Aveiro «cresceu». Deixou de ser aquela cidadezinha simpática, típica de província, e tornou-se num centro urbano moderno e desenvolvido.
Recordo o passado com nostalgia, mas olho para o presente com vaidade e para o futuro com optimismo.
Tenho saudades daquela Aveiro em que se jogava à bola no Largo de S. Gonçalinho e em que se pescava caranguejos nos canais da Ria, mas também sinto orgulho numa Aveiro mais cosmopolita, mais moderna e mais desenvolvida.
Guardo excelentes recordações das muitas tardes de glória, vividas no «velhinho» Estádio Mário Duarte, mas fico vaidoso ao ver o Sport Clube Beira-Mar jogar no novo e espectacular «Municipal» de Aveiro.
Gostava de ver o circo nos tempos da Feira de Março no Rossio, mas prefiro saber que, aquela que continua a ser a grande atracção anual da cidade, realiza-se hoje num espaço mais digno e com melhores condições.
A Praça do Peixe deixou se ser apenas um local de venda do peixe e assumiu-se como a zona de excelência de diversão nocturna.
Aveiro não tem hoje a tipicidade de outrora, mas oferece aos seus habitantes e a quem a visita, mais qualidade de vida. A cultura destaca-se. Mais cinema. O Teatro Aveirense recuperado. Galerias de Arte. O Centro de Congressos. O Estaleiro Teatral.
Aveiro consegue manter a tradição do bairro da Beira-Mar, mas olha para o futuro com esperança. São bairros novos que nascem. É a Universidade que se desenvolve e que se torna numa referência nacional. São as zonas pedonais que se tornaram realidade.
As salinas existem em menor número mas o esforço em preservar uma actividade secular mantém-se.
Aveiro não fugiu à regra e rendeu-se ao consumismo, no entanto, o artesanato, a gastronomia, e as tradições populares continuam vivas. O fast-food existe mas a caldeirada de enguias continua a maravilhar tudo e todos. Os ovos-moles continuam divinais e a festa das cavacas continua a ser a melhor do mundo.
Há muito que Aveiro deixou de ser a Lourenço Peixinho e pouco mais. Aveiro, sede de Concelho e Capital de Distrito deve assumir cada vez mais a responsabilidade de tornar-se a bandeira de uma grande região.
Uma cidade dinâmica onde a cultura é valorizada. Uma cidade com tudo o que as grandes cidades têm, sem que para isso haja perda de qualidade de vida. Uma cidade com comercio de qualidade e virada para o desenvolvimento industrial. Uma grande cidade.
Ontem e hoje. O mesmo encanto de sempre. Um vicio. Uma paixão eterna chamada Aveiro.

Pedro Neves, in http://aveirosempre.blogspot.com/, 20.05.2006

sábado, 20 de outubro de 2007

Erotismo


Segundo vários especialistas, o que faz o erotismo é a transgressão. O segredo erótico da moda feminina é ocultar e simultaneamente sugerir o que é proibido. Fruto proibido é o mais desejado.

Se a teoria estiver certa, Portugal é o país mais erótico do mundo. Há leis e proibições para todos os gostos, que toda a gente se entretém a transgredir com gozo e alarde. O fenómeno generalizou-se tanto que ficou sem graça: todos se orgulhavam de fugir aos impostos, de não pagar aos credores, de faltar ao trabalho, de chegar com atraso. Era preciso acabar com isto.

À falta de melhor, o último reduto do erotismo é a estrada. Sabe-se que as grandes velocidades são tão orgásticas quanto perigosas, mas o erotismo inofensivo pode-se cultivar a velocidades menores. Quem é que dispensa o pequeno prazer de andar a 70 à hora quando o limite é 60? Ainda por cima é inofensivo.

Claro que as autoridades já toparam o esquema. Aliás, elas também têm direito ao seu pequeno gozo erótico, em geral mais virado para a variante sádica. Assim, quando devem colocar o limite de 60, elas põem uma placa de 50. E, já se sabe, os automobilistas, que também topam as autoridades, transgridem, mas não andam a mais de 60 quilómetros. De um lado e doutro, todos ficam felizes com a sua pequena dose de perversão. O pior é para aqueles para quem a rodovia não tem nada a ver com a sexualidade.

J.L. Pio Abreu, in Destak - 19.10.2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Paradoxos

Se há coisa que não entendo são situações como o pedófilo que agora foi preso por pedofilia pela net, ser, ao mesmo tempo, um professor de Educação Moral (!!!), catequista, e um exemplo para toda a comunidade... realmente, a natureza humana tem coisas que são extraordinárias, no bem e no mal.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Música para escutar (1)...


RUI VELOSO & BB KING - STORMY MONDAY (Casino Estoril, 1990)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O gabarolas


Novo "brilharete" no défice coloca Portugal dentro das regras do PEC

Tal como em 2006, as receitas fiscais acima do esperado vão permitir que o Governo ultrapasse este ano as suas próprias metas para o défice orçamental

E logo depois... a coisa correu mal:

FMI prevê travagem da retoma portuguesa em 2008
O Fundo Monetário Europeu (FMI) prevê que a economia portuguesa interrompa em 2008 a sua tendência de aceleração

in Público

Em que ficamos?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Para quem gosta de música electrónica...


... mais um excelente álbum: We are the night , dos Chemical Brothers.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Era isto que os adeptos queriam?

Aí está o reflexo da brilhante política desportiva do Sport Lisboa e Benfica nos últimos meses, com a confusão da entrada de jogadores e treinadores, a mudança de tácticas, enfim, uma confusão reinante que não trouxe nada de bom. E o responsável é Luís Filipe Vieira. Acho que os benfiquistas vão ter de se habituar a isto, e o "salvador" Camacho arrisca-se a ser o crucificado. Enquanto que na Turquia, o Porto faz o costume: vence, com a base da equipa do ano passado. Aqui se vêm as diferenças entre o Porto e Benfica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

As postas de pescada de Vitorino

Sobre Luís Filipe Menezes, acusando-o de ser populista: "Ser populista é dizer aquilo que as pessoas querem ouvir". Ora, o que Sócrates fez em 2005, quebrando logo a seguir o que tinha dito? Oh Vitorino, meu grande cromo...